Tem alguém em casa? – Teaser

Nasceu um novo documentário. “Tem alguém em casa?”

É um documentário gravado entre amigos ao longo de 10 anos. Se tornou um tipo de diário íntimo e uma reflexão sobre família, filhos, trabalho e as transformações nas grandes metrópoles brasileiras.

As perguntas que me nortearam:

1 – É possível conciliar trabalho e carreira?

2 – Estamos aprendendo a viver sem filhos? Respeitamos as  mulheres que decidiram por não te-los? E elas afinal estão tranquilas com essa decisão?

3 – O medo nas metrópolis e a gradativa deteriorização das relações sociais deixará de pé que tipo de apoio? A igreja, o trabalho, o mundo virtual…?

4 – A privatização dos serviços públicos e a precarização do trabalho estão empurrando a classe média para baixo? Surgirá uma guerra com os inquilinos dos andares de baixo?

5 – Crianças, velhos, pobres, analfabetos e desempregados perderam de vez seu lugar no mundo?

6 – Será que na verdade o Brasil não mudou? Já era assim e não percebíamos? A profissionalização do trabalho tradicional feminino de hoje é apenas uma etapa da falta de vocação nacional e o horror do significado social do cuidado e limpeza da própria sujeira?

7 – O problema do cuidado das crianças vem sendo resolvido e transferido para o outro como num dominó onde o último não tem para onde correr. A última peça é justamente uma outra criança. Antes de finalizar este filme nunca havia ouvido falar do Feminismo Negro. Uma oposição a solução brasileira à saída da mulher para o trabalho, substituída por uma mulher negra no seu trabalho doméstico. A desigualdade estrutural necessária começa a ser questionada?

8 – Os estrangeiro que entrevistei dizem que é muito caro ter serviço doméstico em seus países. Financeiramente não vale sair para trabalhar e pagar uma babá. Isso começou a aparecer por aqui em meados do anos 2000 com a lei das domésticas. Essa lei vai pegar?E como manter a vida com apenas um trabalhando quando tudo é pago?

9 – Absorvemos o discurso liberal dos grandes sistemas escolares que gozam de reputação internacional e dizem que as antigas babás e empregadas empacam a vida das crianças. Aprendem a falar errado, não são estimulandas como poderiam, enfim, não desenvolverão todos seus potenciais. Dar o melhor para eles significa ingressar o mais cedo possível nessas instituições. Se a cesariana é um sucesso por aqui o que serão das empregadas? Farão pós-graduação? Resolve?

10 – A crianças mesmo cercada de cuidados, atividades extras, terapias enfrentam dificuldades de toda ordem. O que podemos dizer sobre aquelas criança deixadas pelos pais em casa sob cuidados de outras crianças, vizinha ou mesmo sozinhas?

Agradeço especialmente a todos aqueles que compartilharam das aflições destes temas e apoiaram a realização deste filme.

Nany di Lima, Nanna de Castro, Mark Hugue, Daniela Hugue, Andreia da Silva Aguila, Neiude da Silva Aguila, Deraldo Dias de Carvalho, Evahir de Souza Gagni, Maria Neusa Rodrigues da Silva, Sergio Preuss, Karina Grecu, Luzaneide da Silva, Melissa Bovo, Marilene Grama, Erika Kamogawa, David Fenner, Cidalia de Oliveira, Eutania Alves de Sousa, Andrea Kawassaki, Cira Adriano Mateus, Helena Prado, Benjamim Taubkin além de todos amigos e profissionais que de forma direta ou indireta discutiram os passos desse trabalho.

 

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Sobre Helio Ishii

Helio Ishii - Diretor, roteirista, produtor e editor.

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