“Tem alguém em casa?” em Tokyo

Mostra Latino Americana da Universidade de Tokyo.

02 de junho de 2017. Estivemos lá para falar da infância e o mundo contemporâneo.

Setembro/outubro

Com mais 3 mini-docs de depoimentos de pessoas que não entraram na edição final do filme a discussão deve continuar com mais profundidade em setembro e desta vez não só para o público acadêmico.

Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial publicado em Davos em 2016, a tecnologia pode acabar com 5 milhões de empregos no mundo até 2020.

Hoje já é perfeitamente possível perceber as mudanças na paisagem do Brasil. Dos bancos à agricultura, dos hospitais às industrias, do comércio às igrejas. A transformação do mundo do trabalho pela tecnologia. O boom econômico recente do país mostrou essa contradição. Apesar do pleno emprego parte da população continuou a viver a crise, uma crise apesar do país bombar. Agora tudo ficou mais claro. Fomos atingido de vários lados.

A questão que eu percebia mas ainda não sabia dar nome era essa transformação que rapidamente aconteciam no mercado de trabalho da classe média e as consequências diretas e marginais disso num país como o Brasil. País de extrema desigualdade que caminha para uma precarização ainda maior dos serviços públicos e que num período de crescimento conseguiu fincar poucos pilares para o bem estar das famílias. Cada um por si ou salve se quem puder é o lema dos últimos tempos. A classe média encurralada pois decidiu desembarcar tornando o país sua 2º opção. Ela também está em disputa pelas vagas restantes antes ocupadas pelas classes populares. Por último, a classe média brasileira se junta à classe média mundial desempregada pela disputa aos trabalhos requisitados pelos inúmeros milionários espalhados pelo planeta que necessitam de serviçais para dar conta da atribulada vida contemporânea.

Os ventos sopram fortes de todos os lados e o barco está indo a pique. Qual deles foi o resposável por isso a essa altura pouco importa. As lutas sociais por direitos e pela igualdade vivem um momento complexo e perplexo. Uma massa humana deixou de ser empregável e útil. A transformação do mundo trabalho não foi percebida por todos. Infelizmente embalado pela música das lutas socias legítimas, porém sectárias,  homens e mulheres vão cindindo laços importantes de solidariedade e precisarão tempo e novos ideais para se recompor. Isso é, se der tempo.

Entendo agora a ode a “gambiarra” dos últimos tempos. É um clamor daqueles  que já são dados como mortos.

 

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Sobre Helio Ishii

Helio Ishii - Diretor, roteirista, produtor e editor.

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